Help Win->MAC

 

UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL

CENTRO DE CIÊNCIAS NATURAIS E EXATAS

CURSO DE INFORMÁTICA

 

PORTABILIDADE DE DOCUMENTOS EM FORMATOS .RTF E .HLP ENTRE

COMPUTADORES TIPO IBM-PC E POWER MACINTOSH/MACINTOSH COM

SISTEMAS OPERACIONAIS WINDOWS 95, WINDOWS NT E MAC OS

1997

  

 

PROFESSOR ORIENTADOR: ARTHUR VARGAS LOPES

BOLSISTA/FAPERGS: NILSEU PERSIDE ORTIZ PADILHA JUNIOR

 

ÍNDICE

 INTRODUÇÃO

1.ESTRUTURA DE UM DOCUMENTO RTF

1.1 ELEMENTOS CONSTITUINTES DO RTF

1.2 DISCREPÂNCIAS ENTRE OS FORMATOS DE TEXTO ASCII

1.3 CRIAÇÃO DE UM DOCUMENTO FORMATO .RTF

1.4 FERRAMENTAS DE MANIPULAÇÃO DE ARQUIVOS RTF

2 ESTRUTURA DE UM ARQUIVO DE HELP

2.1 CRIAÇÃO DE UM DOCUMENTO DE HELP

2.1.1 PASSOS PARA A CRIAÇÃO DE UM ARQUIVO DE AJUDA

3. DESCRIÇÃO DOS SISTEMAS DE AJUDA INTEGRADOS A CADA PLATAFORMA

3.1 SISTEMA DE AJUDA DO MACINTOSH - O APPLE GUIDE

3.1.1 INTERFACE DO APPLE GUIDE

3.2 O MECANISMO DE AJUDA DO WINDOWS - O WINHELP

3.2.1. A INTERFACE DO WINHELP

3.3 SISTEMAS DE AJUDA NÃO INTEGRADOS AO SISTEMA OPERACIONAL

4 FERRAMENTAS DE CONVERSÃO DE ARQUIVOS DISPONÍVEIS NA INTERNET

4.1 PORTANDO ARQUIVOS RTF

4.1.1 RTF LOADERS & SAVERS DA COMPUTER CONCEPTS

4.1.2 LED CLASS DO GRUPO SOPHISTS

4.2 PORTANDO ARQUIVOS .HLP .

4.2.1 UTILIZANDO O APPLE GUIDE E O GUIDE MAKER

5. TENDÊNCIAS NA ÁREA DE DOCUMENTAÇÃO ON-LINE

5.1 ESTRUTURA DO HTML HELP

CONCLUSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

 

INTRODUÇÃO

Hoje, mais do que nunca, a documentação de um software se tornou imprescindível para a sua aceitação em qualquer mercado, independente de seu domínio, quer seja público (freeware ou shareware), quer seja distribuído via licensiamento. Facilitar a operação do usuário final tornou-se imperante ,também em parte pelo advento de sistemas operacionais visuais, por exemplo o Microsoft Windows e o Apple Mac Os.

Fora o fato de que cada plataforma possui sua arquitetura específica, em nível lógico, a implementação dos sistemas operacionais também é diferente, sendo a mais apropriada para a mesma. Sendo assim, os diferentes modelos de computadores, com o padrões propostos por cada fabricante tornam-se um obstáculo para os desenvolvedores de software, tanto em nível comercial como acadêmico, quando estes desejam desenvolver software multiplataforma , ou cross-platform development. A manutenção de uma documentação proprietária torna-se um desafio quando a grandeza do projeto extrapola a barreira monoplataforma, o tema desta pesquisa.

Facilitar a portabilidade de documentos proprietários, sem a necessidade de interpretação, entre plataformas faz-se necessário quando analisado o custo operacional relativo ao desenvolvimento de um projeto. Desenvolver, e manter uma única documentação, portável a qualquer plataforma a um trabalho e custo mínimos, é extremamente mais vantajoso.

No entanto, antes de que qualquer esforço seja despendido, faz-se necessária a procura de recursos já existentes para tal tarefa. Não é necessário reinventar a roda.

A Internet pode ser considerada a maior biblioteca de software de domínio público conhecida, mas, devido ao grande volume de informações e a considerável ineficiência dos mecanismos de procura disponíveis com a atual tecnologia, pode se tornar algo improdutivo. Não é objetivo primordial deste levantamento fornecer subsídios para a criação de Arquivos .HLP, mas ferramentas apropriadas serão devidamente referenciadas. Este relatório apresenta um levantamento dos recursos disponíveis na Internet para fazer a manutenção de documentação proprietária utilizando arquivos HLP e RTF entre plataformas Windows/PC e Mac/OS.

 

1. ESTRUTURA DE UM DOCUMENTO RTF

O documento padrão .RTF, Rich Text Format, foi criado pela Microsoft com o objetivo de ser um formato de codificação de texto formatado e gráficos intermediário para a importação e exportação de documentos, minimizando consideravelmente necessidade da utilização de programas externos para a decodificação, entre softwares diferentes e entre plataformas diferentes de um mesmo documento texto.

Basicamente as diferenças entre um arquivo de texto puro e um texto formatado referem-se quanto a complexidade e o poder dos mesmos. Um texto formatado, além do texto puro contido nos arquivos ASCII, contém códigos especiais de formatação que instruem o programa leitor ou visualizador a exibir aquele trecho de texto formatado de uma forma diferenciada.

Por exemplo, em um arquivo de texto formatado eu posso exibir uma palavra utilizando o recurso estilístico de caracteres itálicos, o que não é possível no arquivo de texto puro. Para tanto precisa-se de um padrão de formatação, ausente nos arquivos de texto puro.

O que ocorre realmente é que o texto formatado é escrito em formato de texto ASCII puro, mas o leitor interpreta certos códigos especiais que determinam como uma certa região de texto deve ser exibida para o usuário, e fazendo com que esta apareça de uma forma mais sofisticada. Sendo assim um texto formatado em itálico na verdade seria composto do seguinte código fonte ASCII: <este texto deve ser exibido em itálico>itálico<fim este texto deve ser exibido em itálico>.

O objetivo deste capítulo não é habilitar o leitor à construção de arquivos RTF complexos. Para tanto existem editores de textos com tecnologia WYSIWYG, What You See Is What You Get, ou, em português, O Que Você Vê É o Que Você Tem disponíveis no mercado, tal como o Word da própria Microsoft, e outros disponíveis na Internet, e sim introduzi-lo à estrutura básica do RTF.

1.1 ELEMENTOS CONSTITUINTES DO RTF

Um arquivo no formato RTF consiste nos seguintes elementos de formatação, aqui esta sendo considerado também o help RTF, que consiste no subconjunto de especificações RTF utilizado na criação de arquivos HLP:

RTF statements

Símbolos de Controle

Grupos

Texto Não Formatado

RTF statements, símbolos de controle e chaves {} constituem informações de controle do fluxo de texto. Grupamentos são utilizados para formatacão e localização de texto e gráficos no arquivo texto formatado. Quaisquer outros caracteres constituem-se em texto puro.

Um RTF statement é um código de formatação que especifica um tipo particular de informação no arquivo RTF, consistindo em uma contrabarra, ou backslash, \, seguida de do nome de um código RTF e um delimitador. O statement deve sempre começar com uma contrabarra e ser seguido imediatamente do nome do RTF statement, sendo que nem espaços nem qualquer outro caracter são permitidos entre a contrabarra e o statement. O delimitador serve para separar o statement de um texto subseqüente . O delimitador pode ser:

Um espaço. Neste caso, o espaço é considerado parte do statement.

Qualquer outro caracter que não seja letra ou dígito. Não é considerado parte do statement.

Símbolos de Controle são compostos de uma contrabarra, \, seguido de um caracter que não seja uma letra, não necessitam de delimitadores.

Grupos ou grupamentos são formados de RTF statements e chaves fechadas, {}. A chave de abertura, {, indica o início de um grupo e a chave de finalização } indica o fim de um grupo. Um grupo pode determinar uma série de informações no arquivo RTF, como fontes, estilos, atributos do arquivo, figuras, anotações e formatação de parágrafos. Como exemplo, tem-se a formatação itálica de uma fonte e seu subseqüente código fonte:

Este trecho deve ser exibido em itálico seria transcrito em código RTF da seguinte forma: {\i Este trecho deve ser exibido em itálico}.

No exemplo pode-se constatar uma série de conceitos apresentados até o momento. O conceito de grupo com seus caracteres de início e final de grupo, enlaçando todo o trecho de texto formatado. Também o conceito de código, ou statement, RTF representado pela contrabarra e seu código de formatação, no caso, o código para caracteres itálicos representado pelo caracter i. O delimitador utilizado foi o espaço, separando o statement \i de seu bloco correspondente.

O Texto não Formatado pode ser qualquer combinação de caracteres ASCII de 7 bits, sendo que caracteres com valores superiores a 127 não são permitidos em arquivos. Apesar de o Compilador de Help e do leitor de arquivos RTF, tópico a ser tratado posteriormente, levarem em consideração o espaço, os caracteres de retorno de carro, carriage return ou CR, e nova linha , linefeed ou LF, são desconsiderados, pois o RTF aceita apenas o conceito de parágrafos, portanto qualquer forma de formatação física que se utiliza deste recurso não surtirá efeito algum.

Devido ao fato de as chaves e da contrabarra terem significados específicos no RTF, estes não podem ser representados literalmente de uma forma direta. Deve-se adicionar outra contrabarra antes da ocorrência de cada um destes caracteres. Sendo assim, a contrabarra e as chaves são codificadas em RTF da seguinte forma: \\; \{ e \}.

Estando em um alto nível de processamento, como o nível de um usuário final, a transparência das operações torna-se fundamental para a produtividade. Neste ponto, é novamente ressaltada a importância dos editores de texto com tecnologia WYSIWYG. Transcrito textualmente, como ilustrativo, abaixo está o código RTF gerado pelo Word 95:

{\rtf1\ansi \deff4\deflang1033{\fonttbl{\f4\froman\fcharset0\fprq2 Times New Roman;}}{\colortbl;\red0\green0\blue0;\red0\green0\blue255;\red0\green255\blue255;\red0\green255\blue0;\red255\green0\blue255;\red255\green0\blue0;

\red255\green255\blue0;\red255\green255\blue255;\red0\green0\blue128;\red0\green128\blue128;\red0\green128\blue0;\red128\green0\blue128;\red128\green0\blue0;\red128\green128\blue0;\red128\green128\blue128;\red192\green192\blue192;}{\stylesheet{\widctlpar

\f4\fs20\lang1046 \snext0 Normal;}{\*\cs10 \additive Default Paragraph Font;}}{\info{\author Nilseu Perside O. Padilha Jr.}{\operator Nilseu Perside O. Padilha Jr.}{\creatim\yr1998\mo3\dy19\hr13\min49}{\revtim\yr1998\mo3\dy19\hr14\min49}{\version2}

{\edmins1}{\nofpages1}{\nofwords5}{\nofchars32}{\*\company ULBRA}{\vern57431}}\widowctrl\ftnbj\aenddoc\hyphcaps0\formshade \fet0\sectd \linex0\headery709\footery709\colsx709\endnhere {\*\pnseclvl1\pnucrm\pnstart1\pnindent720\pnhang{\pntxta .}}

{\*\pnseclvl2\pnucltr\pnstart1\pnindent720\pnhang{\pntxta .}}{\*\pnseclvl3\pndec\pnstart1\pnindent720\pnhang{\pntxta .}}{\*\pnseclvl4\pnlcltr\pnstart1\pnindent720\pnhang{\pntxta )}}{\*\pnseclvl5\pndec\pnstart1\pnindent720\pnhang{\pntxtb (}{\pntxta )}}

{\*\pnseclvl6\pnlcltr\pnstart1\pnindent720\pnhang{\pntxtb (}{\pntxta )}}{\*\pnseclvl7\pnlcrm\pnstart1\pnindent720\pnhang{\pntxtb (}{\pntxta )}}{\*\pnseclvl8\pnlcltr\pnstart1\pnindent720\pnhang{\pntxtb (}{\pntxta )}}{\*\pnseclvl9

\pnlcrm\pnstart1\pnindent720\pnhang{\pntxtb (}{\pntxta )}}\pard\plain \widctlpar \f4\fs20\lang1046 Texto m\'ednimo em RTF, Rich Text Format.

\par }

O único texto digitado foi: Texto mínimo em RTF, Rich Text Format. Todo o código existente no início do arquivo foi gerado pelo Word 95.

No cabeçalho do arquivo, encontram-se todas as informações necessárias para a formatação mínima do arquivo. Há o subpadrão RTF, a tabela de fontes de caracteres utilizada, as cores das fontes, a data de criação, o autor, entre outras informações, como as dimensões utilizadas nas margens de cada página.

Uma referência mais completa do padrão RTF, bem como a listagem de todos os statements suportados tanto pelo formato quanto pelo subconjunto utilizado na criação de arquivos de Help, pode ser encontrada no livro eletrônico Microsoft Windows Help Authoring Guide. Disponibilizado em diversos servidores FTP sob o nome do arquivo compactado em formato zip whag.zip gratuitamente. O whag.zip pode ser encontrado no endereço FTP ftp://ftp.tornado.be/pub/simtelnet/win3/winhelp/whag.zip, no entanto, para uma pesquisa mais segura, recomenda-se utilizar o mecanismo de busca disponível no endereço http:///www.shareware.com.

1.2 DISCREPÂNCIAS ENTRE OS FORMATOS DE TEXTO ASCII

Apesar de ser um formato intermediário, ou mesmo padronizado, de texto formatado, um documento .RTF, bem como qualquer outro documento, encontra uma barreira em um nível mais baixo. A tabela ASCII fornece o mapeamento dos caracteres padrão da Língua Inglesa ( de a a z, sem acentuação), bem como caracteres de funções especiais utilizados no computador, esta tabela é seguida pelos diferentes fabricantes.

Para caracteres de língua não-inglesa, como o português e o alemão, que têm em sua estrutura a necessidade de acentos e de sinais gráficos, existe uma extensão da tabela, chamada EXTENDED-ASCII. Esta infelizmente não é seguida pelos fabricantes de computadores.

Há também os caracteres especiais de terminação de linha. Em arquiteturas PC dois caracteres, em modo de texto puro, são necessários para fazer a terminação de linha e o retorno do carro, o LF e o CR, enquanto que no Mac, apenas o LF faz-se necessário.

Sendo assim, para um documento texto qualquer gerado em uma plataforma específica, faz-se necessário um utilitário específico que realize a conversão dos caracteres não similares para seu correspondente mais próximo na plataforma objetivo. O filtro de texto executa o remapeamento de seus caracteres para que o mesmo possa ser lido em outro sistema.

O formato RTF tenta contornar esta barreira especificando para estes caracteres especiais acentuados graficamente, um código RTF próprio e padronizado. No entanto ainda pode se esbarrar em outro empecilho para portá-lo para outros sistemas.

O que pode se tornar mais um desconforto para o usuário diz respeito a disponibilidade de fontes de caracteres em cada plataforma específica. As fontes podem não estar disponíveis para ambas as plataformas, ou ainda, as fontes podem estar disponíveis, no entanto sob denominações diferenciadas, apesar de serem basicamente as mesmas.

 

1.3 CRIAÇÃO DE UM DOCUMENTO FORMATO .RTF

Um arquivo .RTF pode ser criado de duas formas: por um editor de texto ASCII, só que para tanto seria necessário o conhecimento dos códigos de formatação próprios do padrão; ou então, utilizar-se de um editor de tecnologia WYSIWYG, como o Microsoft Word . A segunda alternativa é extremamente mais confortável para o usuário, tendo em vista a disponibilidade de ferramentas RTF na Internet.

 

1.4 FERRAMENTAS DE MANIPULAÇÃO DE ARQUIVOS RTF

Descartando-se o conhecido editor de textos da Microsoft, o Word for Windows, na Internet encontra-se disponível uma série de ferramentas RTF. Como o objetivo básico do RTF é promover a portabilidade de textos formatados, encontra-se facilmente filtros de texto entre o RTF e diversos formatos, tanto entre plataformas diferentes, como para recursos estilísticos regionais como a codificação de um texto em caractere baseados no alfabeto cirílico.

Entre os mais populares estão os filtros que convertem-no para outros formatos, estão os que o convertem para o formato HTML, Hyper Text Mark-Up Language. Na área de documentação on-line esta é a tendência mais forte atualmente, devido o fato de o HTML ser a linguagem padrão dos documentos WWW.

Para as plataformas PC e Mac, uma solução encontrada para o gerenciamento de documentos entre ambas pode ser encontrado no endereço http://www.sophists.com. O grupo Sophists implementou uma classe C++ que manipula arquivos no formato RTF. Como exemplo da aplicação desta classe foi implementado o editor de textos LedIt!.

A classe Led foi desenvolvida com o intuito de ser aplicada para softwares cross-development, como o próprio LedIt!, sendo possível achar versões do código fonte da classe e dos aplicativos exemplo em várias plataformas. No endereço acima mencionado encontram-se disponíveis os editores em versões para Macintoshs 68K, PowerMacs e Windows 32 bits.

 

2 ESTRUTURA DE UM ARQUIVO DE HELP

Um arquivo formato HLP, de propriedade da Microsoft, tem por objetivo manter uma documentação interativa, on-line, do software para uma melhor operação do mesmo por parte o usuário. O arquivo HLP é compilado a partir de uma fonte em RTF por um help compiler, ou seja, um compilador de arquivos de ajuda,.

Para Windows 3.X as versões disponíveis são o HC31 e o HCP.O compilador HC é a mais recente versão do compilador 16 bits, com as capacidades de processamento estendidas e os bugs, levantados e analisados em versões anteriores, devidamente corrigidos. O HC pode ser encontrado gratuitamente no servidor FTP da Microsoft, sob o nome do arquivo compactado autoextrator hc505.exe. Um arquivo help gerado por qualquer um destes compiladores pode ser lido no visualizador Winhelp 3.0 distribuído juntamente com o Windows 3.X.

Tanto o Windows 95 quanto o NT 4.0 lêem exatamente o mesmo padrão de arquivos 32 bits. Ambos utilizam o viewer Winhelp 4.0. Existe um utilitário, geralmente distribuído juntamente ao compilador que serve para editar arquivo de projeto de uma forma mais interativa: o HCW, ou Help Compiler Workshop. O compilador 32bits propriamente dito é conhecido por HCRTF. A versão 32 bits do Winhelp aceita prontamente todos os recursos disponibilizados na sua versão 16 bits.

O arquivo de ajuda HLP é subdividido em páginas chamadas tópicos de ajuda, onde há, geralmente, um texto explicativo relativo a algum objeto visual pertencente a interface de um software, como por exemplo um botão ou uma caixa de texto. Ou ainda alguma rotina específica a ser desenvolvida pelo aplicativo para a realização de uma determinada tarefa, ou algum outro texto de caráter informativo.

Em tempo de projeto cada objeto do aplicativo pode ser vinculado a um arquivo de ajuda e a um respectivo tópico, dependendo das necessidades dos desenvolvedores, este tópico pode ser formatado e exibido de várias formas. Como já foi dito, ambas as plataformas Windows 32 bits partilham o leitor de Helps chamado Winhelp, integrado ao sistema operacional, atualmente na versão 4.0.

Cada linguagem de programação, com objetos padrão Windows, tem seu tratamento específico para realizar a vinculação um objeto visual a um arquivo de ajuda e a seu respectivo tópico. Após a vinculação, pode-se executar o Winhelp e fazê-lo exibir exatamente o tópico desejado, enviando como parâmetro a identificação do arquivo HLP e seu respectivo tópico de ajuda.

 

 

2.1 CRIAÇÃO DE UM DOCUMENTO DE HELP

Um arquivo de ajuda padrão Windows é gerado a partir de um arquivo de texto formatado RTF, ou Rich Text Format. Um arquivo com os parâmetros de compilação também se faz necessário.

Para se gerar um arquivo de help, necessita-se de um programa conhecido como help compiler, que traduz as informações do arquivo RTF para um formato binário codificado reconhecido pelo help viewer.

Para que um arquivo RTF seja compilado, parâmetros de compilação devem ser passados ao compilador, estes parâmetros fornecem ao compilador informações importantes, como o mapeamento numérico de cada tópico do arquivo HLP e os atributos de exibição da janela do viewer. Estes parâmetros são passados por um arquivo padrão ASCII chamado .HPJ, ou help project,onde são explicitadas as diretivas de compilação de um determinado arquivo. A parametrização do arquivo HPJ pode ser muito penosa, no entanto a utilização do editor específico para arquivos de projeto Microsoft Help Workshop, ou HCW torna a sua edição mais confortável ao desenvolvedor .

Um arquivo de erro sempre é gerado quando ocorre a execução do compilador. Independente do resultado da compilação do arquivo RTF. Este arquivo de erro contém o relatório da compilação. Em caso de compilação bem sucedida, este arquivo de extensão ERR, é gerado apenas com os dados gerais do arquivo HLP e da compilação em si. Caso contrário o relatório apresenta uma lista dos prováveis erros encontrados nos arquivos fontes que impossibilitaram a criação do arquivo de help.

O HCW, exibe este arquivo logo após a finalização da compilação. Mesmo se não tenham ocorrido erros durante a compilação, este arquivo é gerado. Na figura 2.1 encontra-se um esquema da criação de um arquivo de ajuda.

figura 2.1 - Esquema da criação de um arquivo de ajuda

 

2.1.1 PASSOS PARA A CRIAÇÃO DE UM ARQUIVO DE AJUDA

Para fazer um bom aproveitamento do poder do hipertexto, os seus conteúdos devem ser bem delimitados e destacados, para que o recurso de desvio dos tópicos de ajuda sejam bem convenientes ao usuário, assim como convenientes aos recursos e objetivos do projeto. Como já se sabe, todo processo começa no documento em formato RTF. O editor RTF utilizado como exemplo foi o Microsoft Word 95.

Modificar este relatório para que ele se transforme em um documento hipertexto padrão Winhelp é uma tarefa consideravelmente fácil, apesar de ser relativamente trabalhosa e de requerer um certo grau de atenção. Neste caso, a princípio, torna-se interessante apenas a subdivisão dos capítulos deste relatório e sua posterior vinculação a uma página índice.

Para edição do arquivo RTF, utilizando o Word 95, recomenda-se trabalhar com os botões Exibe/Oculta caracteres não inprimíveis e Modo de layout de página acionados, para uma melhor visualização do trabalho, que requer a utilização de notas de rodapé e de caracteres ocultos.

O texto deve ser editado normalmente, sendo possível, inclusive, a inserção de imagens, atentando-se apenas para não incluir os caracteres do subset RTF utilizado na criação de arquivos de ajuda. Recomenda-se não utilizar os sublinhados, simples e duplo, e os caracteres ocultos, pois estes são a base da estrutura dos links Help RTF, e serão largamente utilizados neste intento.

São quatro os principais códigos RTF de endereçamento de página. Estes códigos devem ser inseridos como Notas de Rodapé de cada página do documento. A figura 2.2 mostra os códigos utilizados na página utilizada como índice deste relatório.

figura 2.2 - Visualização das notas de rodapé do documento RTF

Para inserir cada Nota de Rodapé, deve-se selecionar com o ponteiro do mouse, no menu do Word, a opção Inserir. No menu popup subseqüente deve-se selecionar Notas de Rodapé. Com estes comandos, uma janela com suas opções de formatação é exibida, no botão de rádio Personalizada do frame Numeração, deve-se inserir o código RTF desejado. Abaixo segue-se uma descrição dos principais códigos utilizados pelo subset Help RTF para indexação de um tópico de ajuda.

 

"$" - especifica o texto a ser exibido na barra-título do WinHelp;

"K" - determina as palavras páginas relacionadas ao conteúdo da página RTF, futuro tópico de ajuda padrão HLP;

"#" - é utilizado para indexar a página, cada página deve ter um nome único, composto por letras, maiúsculas ou minúsculas, e números ou uma combinação dos dois;

"+" - estipula uma seqüência de exibição de um determinado conjunto de tópicos correlatos. É composto de duas partes: o nome da seqüência e o número da seqüência.

Recomenda-se, para uma melhor organização do trabalho, inserir as tags de endereçamento antes de qualquer código ou caracter escritos na página, como visto na figura 2.3.

figura 2.3 - Estrutura de links do Help RTF.

 

Com as páginas devidamente indexadas, pode-se iniciar a edição em hipertexto propriamente dita, que baseia-se na vinculação de uma palavra-chave, ou âncora, do texto com uma página a ela relacionada. Levando-se em conta que no decorrer da criação e indexação do arquivo RTF, não ocorreram problemas, o processo de vinculação é bem simples.

O texto escolhido para ser a parte visível do link deve ser formatada como sublinhada dupla, como visto na figura 2.3. Imediatamente após a parte que se deseja tornar visível do link, ou seja, deve-se inserir o nome da página ao qual se deseja que o link aponte, nenhum caracter entre ambas as partes, a sublinhada e a parte que contém o nome da página de destino. Editado os endereços das páginas, deve-se formatá-los, então, como caracteres ocultos. A vinculação pode ser feita a qualquer momento do texto, desde que esteja correta.

Ainda resta editar o arquivo de projeto HPJ, utilizado para parametrizar a compilação do arquivo de help. Os parâmetros de compilação estão dispostos em seções, cada seção contém informações sobre a compilação do arquivo RTF.

Pode-se utilizar um editor ASCII convencional, mas é extremamente recomendável a utilização do utilitário Microsoft Help Workshop. Na figura 2.4. pode-se visualizá-lo com o arquivo HPJ utilizado para a criação de um arquivo de ajuda a partir deste relatório.

figura 2.4 - O Microsoft Help Workshop

A indexação dos tópicos por literais utilizada no arquivo RTF não é utilizada num arquivo compilado HLP. Para agilizar a pesquisa, o arquivo binário se utiliza de índices numéricos. É numa seção, Map, do arquivo de projeto que é determinado o remapeamento dos tópicos.

A interface do HCW é bem simplificada. O arquivo HPJ é visualizado com uma barra de ferramentas a sua esquerda. A barra de ferramentas é a grande vantagem na criação dos arquivos de projeto. Abaixo segue-se a descrição das funções desempenhadas pelos principais botões.

Botão Options - ativa uma janela secundária que possibilita a edição de opções gerais do arquivo como o índice do Tópico Default, a taxa de compressão do arquivo, e o nome do arquivo HLP criado;

Botão Files - chama a janela de inclusão de arquivos RTF.

Botão Windows - determina o tipo de janela a ser exibida pelo Winhelp, bem como suas cores e posição na tela;

Botão Bitmap - permite a localização do diretório onde estão incluídas as imagens, preferivelmente em padrão Windows Bitmap, utilizadas no arquivo RTF;

Botão Map - realiza o remapeamento dos índices das páginas RTF, que utilizam literais, para os índices numéricos dos tópicos de ajuda.;

Após a edição do arquivo de projeto, basta compilá-lo, acionando o botão Save and Compile. Este botão aciona um utilitário externo, o HCRTF, que é o compilador de Help 32 bits propriamente dito, passando para ele o arquivo HPJ como parâmetro.

Caso não tenham sido detectados erros nos arquivos RTF e HPJ , o compilador gera o arquivo de ajuda, já pronto para ser visualizado pelo Winhelp. Em ambos os casos, o Workshop exibe um arquivo chamado relatfin.err que contém um relatório dos erros encontrados no arquivo. A figura 2.5 mostra a visualização do arquivo

 

 

figura 2.5 - Visualização do arquivo ERR pelo Microsoft Help Workshop

 

Mesmo que a compilação ocorra com sucesso, o arquivo ERR é gerado. A figura 2.6 mostra, finalmente, o arquivo de ajuda sendo visualizado pelo Winhelp 4.0.

 

figura 2.6 - O arquivo deste relatório exibido no Winhelp 4.0

 

 

3. DESCRIÇÃO DOS SISTEMAS DE AJUDA INTEGRADOS A CADA PLATAFORMA

Com o advento dos sistemas operacionais visuais orientados a eventos, uma nova era na computação pessoal foi iniciada. O objetivo primordial desde então é a evolução contínua da interface usuário/máquina para que o usuário, cada vez menos, deva se inteirar das minúcias do sistemas e se preocupe apenas com sua tarefa específica.

O resultado disto refletiu no foco deste estudo como conseqüência direta: era preciso manter uma estrutura de suporte de informações mais eficiente, robusta e, sobretudo dinâmica, ao usuário. Este foi o estopim para o desenvolvimento dos sistemas de documentação on-line.

No PC, com o advento da primeira versão do Windows com sucesso comercial, a versão 3.0, foi de prima importância o lançamento do sistema de ajuda Winhelp 3.0. O Winhelp 3.0 foi, desde o início, baseado na premissa de hipertexto. O modelo hipertexto se utiliza dos meios computadorizados para dinamizar a leitura de um texto informativo pelo meio dos chamados jumps ou hyperlinks, que não passam de um desvio do texto exibido atualmente para outro texto referenciado por eles.

Em plataformas Apple, apesar de seu pioneirismo em sistemas visuais, a documentação interativa dos aplicativos sempre foi um problema, principalmente devido a falta de padronização entre os diversos fabricantes. Recentemente com o lançamento do System 7.5 a situação foi remediada com o advento do Apple Guide.

 

3.1 SISTEMA DE AJUDA DO MACINTOSH - O APPLE GUIDE

A plataforma Macintosh utiliza como sistema operacional o MAC-OS, atualmente na versão 8.0. O Mac-OS possui extensões, módulos de software com objetivos específicos como, por exemplo, Controle de leitores de CD-ROM e de extensões multimídia, uma destas extensões é o APPLE GUIDE.

O Apple Guide proporciona ao desenvolvedor e ao usuário final um ambiente interativo de ajuda on-line, vinculável à interface de qualquer aplicativo desenvolvido para esta plataforma através do recurso chamado Apple Guide API.

O Apple Guide é um leitor que trabalha com arquivos de ajuda próprios, os chamados Guide Files. A Apple disponibiliza na Internet, um compilador específico para a criação de Guide Files, o Guide Maker.

3.1.1 Interface do Apple Guide

O Apple Guide permite ao usuário janelas de navegação chamadas painéis, em um painel o texto de ajuda é exibido, para textos de ajuda com mais de um tópico, um painel exibe também dois botões de navegação, à esquerda e à direita. De acordo com a necessidade do software, mais objetos de navegação podem ser aplicados, bem como mecanismos de busca, utilizando uma tabela de palavras-chave.

Apesar de não ser a filosofia do Apple Guide, por basear-se principalmente em uma navegação linear, pode-se estruturar um desvio de texto. No entanto é mais comum verificar no Apple Guide uma maior linearidade na exibição dos tópicos.

Outro recurso poderoso do Apple Guide são as chamadas Coachmarks, interações no ambiente de trabalho do usuário que grifam determinado objeto, por exemplo, um item de menu ou botão necessário para a realização de alguma tarefa. A inserção de imagens também é permitida, no formato PICT, da própria Apple.

 

 

3.2 O MECANISMO DE AJUDA DO WINDOWS - O WINHELP

O Winhelp, atualmente na versão 4.0, é parte integrante ao sistema operacional Windows 95, ou NT. Como o Apple Guide, o Winhelp é um leitor de arquivos de ajuda. O Winhelp utiliza arquivos formato HLP.

Cada objeto visual de um aplicativo típico do ambiente Windows pode ser vinculado a um tópico de ajuda de um arquivo HLP. Quando solicitada a ajuda para um determinado aplicativo, este executa o Winhelp, passando como parâmetros o arquivo HLP utilizado e o tópico de ajuda referente.

3.2.1. A INTERFACE DO WINHELP

O Winhelp exibe o texto de ajuda, contido numa seção de tópico de ajuda, gerado a partir de uma página RTF como visto antes. Como estrutura de navegação, o Winhelp utiliza Links, ou jumps.

Um link é uma âncora utilizada, geralmente exibida de forma destacada no texto, que serve como desvio para um outro tópico de ajuda. Quando clicado, o link instrui o visualizador para que a exibição seja focada no tópico de ajuda referenciado por ele.

Outra característica peculiar ao WinHelp é a Barra de Navegação, mostrada na figura 3.1. A barra de navegação é uma ferramenta que permite ao usuário o percurso por todos os tópicos de ajuda da maneira que mais lhe convier.

O botão Conteúdo, ou Contents, indica a página índice do documento, referenciada no arquivo de projeto de ajuda (.HPJ). É sempre pela página índice que começa a navegação do usuário. Quando pressionado o botão, independentemente das ações anteriores do usuário, o foco do Winhelp é remetido incondicionalmente para este tópico.

Os botões << e >> servem para fazer uma troca linear de página. A linearidade é estipulada pelo projetista do arquivo de ajuda. No arquivo de Help gerado a partir deste relatório, por exemplo, se o usuário, a partir da página de conteúdos, clicar em >>, será imediatamente arremessado para o tópico relativo à Introdução do mesmo.

figura 3.1 - tela de índice (Contents) do Winhelp 4.0

 

O botão Índice, ou Index para versões em inglês do Windows, é um índice analítico montado a partir de referências de rodapé do arquivo RTF original. A figura 3.2 demonstra a janela referente ao Índice Analítico do WinHelp.

Nesta janela inclui-se também o mecanismo de busca do Winhelp. Para utiliza-lo, basta digitar a palavra desejada no primeiro campo de edição da janela. As palavras-chave são determinadas em cada página do arquivo RTF.

Os botões Voltar e Avançar são utilizados para uma navegação não linear. A navegação não linear consiste na navegação ancorada no histórico recente do winhelp. Por exemplo, através da página de índice, através do índice analítico ou mesmo pelo clicar de um Link, o usuário pode desviar o fluxo do texto para qualquer tópico, independente da ordem proposta pelo projetista, realmente esta é uma das grandes vantagens de um documento em hipertexto, e os botões Voltar e Avançar vão realizar suas operações óbvias somente pelos tópicos previamente vistos pelo usuário, considerando apenas a corrente execução do Winhelp.

 

 

figura 3.2 - Janela do índice analítico do Winhelp.

 

 

3.3 SISTEMAS DE AJUDA NÃO INTEGRADOS AO SISTEMA OPERACIONAL

Além do Apple Guide, estão disponíveis para o Macintosh outros mecanismos de ajuda de empresas não diretamente vinculadas a Apple. Ainda um resquício da época em que na documentação on-line no Mac não estava padronizada. No que se relaciona diretamente a este trabalho, foram contemplados dois sistemas de ajuda distintos, devido a sua natureza, sua simplicidade e sua correlação intrínseca com os paradigmas adotados pelo formato HLP.

A Microsoft disponibiliza para Macintosh, uma versão de seu sistema, o Winhelp, para a distribuição juntamente com softwares próprios que o utilizem. O Microsoft Help for Mac 3.5.2 é baseado em seu similar na plataforma PC: O Winhelp 3.0. As alterações para torná-los portáveis são relativamente mínimas.

A Altura Software desenvolveu um sistema de help que trabalha de forma similar ao da Microsoft, distribuído sob licensiamento.

 

4 FERRAMENTAS DE CONVERSÃO DE ARQUIVOS DISPONÍVEIS NA INTERNET

Na Internet, encontram-se disponíveis algumas ferramentas que facilitam o trabalho do usuário quando este deseja portar documentos informativos. No entanto, como mencionado, a natureza conceitual dos dois sistemas de ajuda contemplados por este estudo é deveras adversa. Isto acarreta como conseqüência principal a dificuldade de se fazer uma conversão plenamente satisfatória de toda a documentação. Segue abaixo um rol das ferramentas de conversão disponíveis na Internet que portam os documentos, realizando o Cross-Platform.

4.1 PORTANDO ARQUIVOS RTF

Portar um arquivo RTF é relativamente fácil, já que este recurso já fora desenvolvido com o objetivo de facilitar a portabilidade de textos formatados. A maior dificuldade encontrada diz respeito a tradução necessária para o tipo de fonte utilizada em cada plataforma.

Não há padronização alguma referente aos tipos de fontes disponíveis em cada plataforma. Uma fonte comum em ambiente Windows pode não existir no universo Macintosh, ou vice-versa. Pode até mesmo existir, mas sob outra denominação a qual o usuário pode não estar familiarizado.

4.1.1 RTF LOADERS & SAVERS DA COMPUTER CONCEPTS

As fontes de caracteres disponíveis em cada plataforma estão completamente fora de um esquema de padronização, este seria o principal empecilho para portar um documento RTF entre ambas plataformas visadas. Para tanto, a Computer Concepts tem um pacote com alguns utilitários que disponibilizam a conversão completa do texto formatado.

Os aplicativos são o RTF Loaders & Savers e o Ccmaper, o primeiro faz a conversão do texto RTF e o segundo completa a conversão, adaptando os estilos de fontes da plataforma de origem, para o seu correspondente mais próximo na plataforma de destino. O RTF Loaders & Savers suporta as plataformas PC, Macintosh e Acorn..

O endereço WWW da Computer Concepts é: http://www.cconcepts.co.uk/products/rtfload.htm. Os aplicativos da Computer Concepts encontram-se disponíveis para plataforma Acorn.

4.1.2 LED CLASS DO GRUPO SOPHISTS

Dado as características dos produtos criados com base na classe C++ Led e em suas características citadas anteriormente, pode-se obter um resultado satisfatório utilizando-se as duas versões residentes, para cada plataforma, do editor LedIt!. O grupo Sophists disponibiliza, em caráter de freeware, em seu site ambas as versões do código fonte de sua classe e dos aplicativos com ela desenvolvidos.

 

4.2 PORTANDO ARQUIVOS .HLP .

Há três abordagens possíveis para manter documentação HLP entre as plataformas. As possibilidades que conseguem se manter em um padrão mais satisfatório, infelizmente não se utilizam de sistemas padronizados de ajuda.

Para que uma maior fidelidade aos paradigmas da documentação em hipertexto seja mantida há duas formas relativamente fáceis. E uma terceira, onde a perda das capacidades do arquivo de Help pode ser relativamente alta.

O Microsoft Help for Macintosh mantém uma parte considerável das características de seu similar para Windows 32 bits, apesar de ser baseado em sua quase totalidade no Winhelp 16 bits.

Na mesma linha, a softwarehouse canadense Altura Software, tem a solução mais completa para o problema, apesar de seus royalties serem um fator desencorajante. A Altura desenvolveu seu próprio sistema de ajuda on-line baseado inteiramente no sistema da Microsoft. O Quickhelp, é o visualizador de arquivos de help para Mac. Além do visualizador, foram implementados um compilador de help para o Mac e todas as bibliotecas necessárias para que um arquivo de ajuda seja vinculado a um objeto C/C++.

Por outro lado, há a solução mais abrangente, pois se baseia nos recursos do próprio sistema padrão do Macintosh. Sem ônus algum para o usuário, pode-se importar da Internet uma ferramenta que traduz o formato RTF utilizado na criação de arquivos de ajuda, para o formato Guide Script, utilizado na criação dos Guide Files. O Guide Maker, software utilizado na criação de Guide Files provê também esta ferramenta de conversão de arquivos RTF para Guide Files.

4.2.1 UTILIZANDO O APPLE GUIDE E O GUIDE MAKER

A questão da portabilidade dos arquivos, é um pouco mais complexa, pois cada plataforma tem seu próprio sistema de ajuda, que muito se difere de seu correspondente. Apesar de a própria Apple proporcionar uma ferramenta de conversão de documentos .HLP para seu formato Guide File, muito se perde na conversão, por uma simples questão de discrepâncias entre as premissas básicas de cada sistema (o Winhelp e o Apple Guide).

O Guide Maker tem um utilitário de conversão de arquivos RTF. Nesta conversão cada Tópico de Ajuda relativo a um arquivo de ajuda do Winhelp é encarado como um painel. Infelizmente, faz-se necessária a criação de uma interface nova para o novo Guide File.

Para maiores detalhes sobre a criação de arquivos de ajuda, recomenda-se a leitura do Apple Guide Complete que se localiza no seguinte endereço: http://www.apple.com.au/documents/dev/Inside_Macintosh/dev/techsupport/insidemac/AppleGuide/AppleGuide-2.html. Nele encontra-se também dados sobre a portagem do RTF: http://www.apple.com.au/documents/dev/Inside_Macintosh/dev/techsupport/insidemac/AppleGuide/AppleGuide-51.html.

 

4.2.1.1 PORTANDO DOCUMENTAÇÃO ON-LINE PARA O APPLE GUIDE

A Apple publicou na Internet um livro eletrônico chamado Apple Guide Complete. Nele, além das técnicas de criação de um Guide File, estão incluídos os passos necessários para a portagem de um arquivo de ajuda do Winhelp para o Apple Guide, a partir do arquivo RTF correlato. Segue-se os procedimentos necessários para portá-los.

O Guide Maker, apesar de ser uma ferramenta de domínio público, não é fornecido juntamente com o sistema operacional. Para obtê-lo, é preciso ter o Mac OS SDK, ferramental da Apple para desenvolvimento em plataforma Mac, ou então importá-lo diretamente da Internet, no endereço do suporte técnico da Apple http://www.apple.com.au/documents/dev/Inside_Macintosh/dev/insidemac.shtml.

O que o Guide Maker faz, basicamente, é converter a fonte RTF dos arquivos padrão HLP para a fonte Guide Script. O Guide Script posteriormente é utilizado na criação do Guide File final. A tradução é realizada através do módulo Convert Utility.

O Guide Maker, para compilação dos Guide Files, necessita da extensão para Mac/Os conhecida como XTND Power Enabler, achada nos discos do Mac OS SDK. Devido às limitações do módulo tradutor do Guide Maker, o modo mais seguro de se portar o documento RTF é exportá-lo, primeiramente, para o formato suportado pelo Microsoft Word 4, que foi utilizado em todos testes de quando o conversor foi escrito.

Utilizando os códigos RTF gerados pelas versões 6 ou 95 do Word, o tradutor pode não executar devidamente, devido ao fato de que certos códigos RTF gerados por estas versões do Word não são completamente entendidos pelo tradutor. Para sanar este problema, deve-se fazer o seguinte:

Executar o Word 6/95 com sua versão própria do fonte RTF, convertendo-o para formato normal do Word 6/95;

Ainda no Word 6/95, salvar o documento como Word 5.1;

Abrir o documento salvo como Word 5.1 no próprio;

Com o Word 5.1, salvar o arquivo como RTF.

Outros cuidados devem ser tomados antes de utilizar o tradutor. Deve-se se assegurar que o tipo do documento fonte Winhelp seja TEXT. E todas as tags RTF de sublinhado e de ocultamento de texto devem ser removidas. Segue-se a lista de alterações realizadas pelo Guide Maker:

Remove as quebras de página do arquivo RTF;

Ignora quaisquer tabelas contidos nos fontes do Winhelp;

Remove qualquer ocorrência do texto ">List " do arquivo original;

Assume que cada tópico do Windows Help, gerado pelas quebras de página do RTF, seja equivalente a um painel do Apple Guide, começando com a nota de rodapé "#" e terminando apenas na próxima "#";

Requer as notas de rodapé "#" e "$" para todo e qualquer tópico de ajuda;

Ignora as notas de rodapé "+" e "!";

Usa a nota de rodapé "K" para a criação de índices;

Converte a tag bmc, que serve como âncora para localizar um arquivo de bitmap para o seguinte comando: #<PICT> "NameOfPicture", CENTER.

O comando está comentado com "#", pois o Guide Maker não reconhece o padrão BMP, sendo necessária a conversão do BMP para o padrão PICT, as ferramentas de domínio público GifConverter, para Mac e Paint Shop Pro são capazes de fazer a conversão.

Deve-se usar primeiramente o Paint Shop Pro, para converter o arquivo BMP para o formato JPG, ou formato GIF, utilizando-os como formatos intermediários. Após, com o GifConverter, a conversão para o formato PICT estará possibilitada. Para conseguir o endereço do Mirror mais vantajoso, recomenda-se procurar os manipuladores de imagem no mecanismo de busca http://www.shareware.com.

Uma vez os arquivos RTF convertidos para a linguagem Guide Script, faz-se necessária a criação da interface do seu Guide File. Para maiores detalhes, recomenda-se a leitura do Apple Guide Complete.

 

4.2.2 UTILIZANDO SISTEMAS DE AJUDA NÃO FORNECIDOS PELA APPLE

Atualmente há duas possibilidades de portar os arquivos de ajuda de uma forma mais eficiente, utilizando o Microsoft Help for Macintosh, ou o QuickHelp da Altura Software, utilizando mecanismos de ajuda não padronizados.

A Microsoft, disponibiliza junto com seus pacotes de desenvolvimento VISUAL FOX PRO e VISUAL C ++ CROSS DEVELOPMENT KIT, o Microsoft Help for Mac, e o HC35, junto com as bibliotecas necessárias para criar a vinculação do aplicativo ao mecanismo de help, e de seus objetos aos seus respectivos arquivo e tópicos de ajuda. .

4.2.2.1 O MICROSOFT HELP FOR MAC

O Microsoft Help for Mac é baseado na versão 3.0 do Winhelp. Portanto parcialmente compatível com as versão 4.0, que por sua vez engloba todas as características de sua versão predecessora, utilizada pelo Windows 95.

Para tornar um documento .HLP compatível com a sua versão anterior, basta recompilar o fonte RTF com o HC35, podendo mesmo utilizar algum dos compiladores para Windows 3.11, tomando-se o cuidado de remover todos os códigos RTF referentes apenas ao subset Winhelp 4.0.

Praticamente um arquivo de ajuda 32 bits pode ser lido em versões anteriores do viewer. O que ocorre de fato é que todos os recursos próprios da versão 32 bits ou serão ignorados pela versão 3.x ou não serão interpretados de maneira apropriada.

Devido a problemas junto ao departamento de aquisições, uma análise detalhada das diferenças entre as versões 3.5.X, para Macintosh, e 4.0, para Windows 32 bits, tornou-se inviável, levando-se em conta o cronograma originalmente proposto.

 

4.2.2.2 QUICKHELP DA ALTURA SOFTWARE

O QuickHelp é um sistema de help para mac composto de dois módulos principais: o compilador e o visualizador de help, similar ao HC e o Winhelp da plataforma PC. Para gerar os arquivos de help para o Macintosh, o QuickHelp se utiliza das mesmas fontes utilizadas no PC: arquivos RTF e HPJ.

O QuickHelp suporta os padrões de imagem PICT, DIB, BMO, SHG e Metafile, podendo converter todos para a visualização.

Este recurso contém uma linguagem de macros que possibilita um aprimoramento na interface do arquivo de ajuda, não compilada e legível apenas pelo visualizador do pacote. O compilador também suporta uma seção extra do arquivo de projeto, HPJ, chamada [ALTURA] para funções exclusivas do compilador.

Junto ao pacote, são distribuídas bibliotecas que permitem vinculação do objeto a um tópico de ajuda e execução do Quickhelp, possibilitando a ajuda on-line: help_launcher.c.

A Altura software permite a distribuição, para cada cópia do programa cliente, apenas do visualizador de Help e da ajuda do QuickHelp.

Na plataforma Windows, um arquivo de Help pode ter suas capacidades estendidas pelo uso de DLL’s. A Altura implementou uma biblioteca que permite a portabilidade de tais recursos para o Mac, q_code.h, gerando a implementação para Mac do recursos de bibliotecas dinâmicas, os chamados CODES.

O principal motivo da necessidade de compilação individual dos fontes dos arquivos de help é o mapeamento de caracteres diferenciado de cada plataforma. No caso dos caracteres ASCII, caracteres padrão da língua inglesa, o remapeamento de caracteres é desnecessário, mas no caso de caracteres EXTENDED-ASCII, caracteres que necessitam de alguma forma de acentuação, não característicos da língua inglesa, a conversão deve ser realizada. O QuickHelp Compiler mapeia os caracteres ASCII-PC e converte para o Macintosh, bem como converte os tipos de fontes de caracteres para o similar do Mac.

 

5. TENDÊNCIAS NA ÁREA DE DOCUMENTAÇÃO ON-LINE

A Microsoft está promovendo mudanças radicais em seu sistema de Help. Provavelmete serão adotadas como padrão na versão 98 do Microsoft Windows, integrando-se ao sistema tal e qual o Winhelp 4.0.

A sua proposta é integrar os sistemas de desenvolvimento de documentos padrão HTML, uma linguagem mais fácil de se lidar do que o RTF, e a funcionalidade otimizada do sistema de compressão de arquivos do Winhelp para elevar a tecnologia de documentação on-line a um novo patamar de interface com o usuário. Possibilitando, entre outras coisas, a difusão dos sistema de ajuda compilado do ambiente de desenvolvimento para o ambiente domiciliar.

O novo sistema de ajuda on-line da Microsoft funcionará de forma similar ao atual. Já está disponível, na Internet, o Microsoft HTML Help Workshop1.0, que é a ferramenta básica para a criação dos novos arquivos de ajuda baseados em HTML. Nesta versão preliminar do sistema de criação de arquivos HTML Help esta incluso também uma versão reduzida do visualizador.

Para uma melhor visualização dos novos arquivos de ajuda, far-se-á necessária a utilização do browser WWW Internet Explorer 4.0, distribuído gratuitamente no endereço http://www.microsoft.com/ie/ie4.0 . Para adquirir uma cópia gratuita do HTML Help, bem como maiores informações sobre o produto, basta acessar o endereço http://www.microsoft.com/workshop/author/htmlhelp/ .

 

5.1 ESTRUTURA DO HTML HELP

A mais drástica mudança do HTML Help em relação às versões anteriores do Winhelp, foi a troca da linguagem de formatação dos hipertextos de ajuda, o padrão RTF foi inteiramente substituído pelo HTML. No entanto as estruturas constituintes de um projeto HTML Help mantêm-se basicamente as mesmas do Winhelp 4.0.

O Arquivo de Projeto do Winhelp (HPJ), torna-se o Arquivo de Projeto do HTML Help (HHP), os Arquivos de tópicos do Winhelp (RTF), são convertidos em Arquivos de tópicos do HTML Help (HTML ou HTM). O Arquivo de Conteúdos (CNT) se desdobra no Arquivo de Conteúdos do HTML Help (HHC), e no Arquivo de Índice (HHK), sendo que a criação dos dois agora passa a ser efetuada através do Workshop. Os arquivos de imagens, são transformados de BMP’s e WMF’s para formatos mais comuns incorporados ao HTML como o JPG e o GIF. Na figura 5.1 está o esquema de compilação do HTML Help.

figura 5.1 - Esquema de compilação de um arquivo HTML compilado

 

A partir da nova ferramenta do HTML Help Workshop 1.1, New Project Wizard, ou Assistente de Novos Projetos, pode-se gerenciar o projeto de arquivo de Help e todos seus componentes. Pelo Workshop torna-se possível a edição de arquivos de projeto e arquivos de conteúdos. Centralizando todo o processo de criação de um documento em hipertexto.

Para a distribuição de arquivos HTML Help faz-se necessária a constatação das seguintes situações do usuário de seu novo arquivo de ajuda. Se o usuário final não possui alguma versão do HTML Help, deve-se distribuir junto ao arquivo compilado, o HTML Help Run Time Component (hhrun.exe), caso contrário recomenda-se a distribuição do HTML Help Update (hhupd.exe) com as atualizações do HTML Help. Ambos os programas estão disponíveis na Home Page do HTML Help sob a condição de licensiamento obrigatório no caso da redistribuição dos arquivos.

O HTML Help Workshop provê também uma ferramenta de conversão de antigos projetos de Help baseados na tecnologia RTF. Através do módulo New Project Wizard, o usuário pode acionar a função de conversão de arquivos. Na figura 5.2 está o Workshop Com seu Assistente de novos projetos pronto para ser acionado para realizar a conversão de um projeto Winhelp.

figura 5.2 - O Microsoft Html Help Workshop e seu assistente de conversão de projetos Winhelp

 

 

CONCLUSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS

Manter uma documentação on-line multiplataforma com o mínimo de esforço é uma tarefa delicada. Devido à bagagem conceitual adversa utilizada em cada plataforma, esta tarefa pode se tornar trabalhosa e com resultados relativamente insatisfatórios.

Por motivos ligados à conservação do conteúdo e da funcionalidade da documentação, recomenda-se a opção que nos leva a maior homogeneidade da documentação. O Microsoft Help for Mac parece ser a melhor alternativa para o usuário, levando-se em vista o trabalho manual despendido na conversão dos arquivos. Isto é mais vantajoso do que portar arquivos RTF para o ainda imaturo sistema de ajuda da Apple, para os usuários que desejam manter suas informações sob o formato RTF ou RTF Help.

A área de documentação on-line está passando por mudanças profundas. A Microsoft, fabricante do formato HLP, está incentivando a completa migração dos sistemas de Help baseados em RTF para o seu novo sistema HTML Help.

Nos últimos três anos, a Microsoft, que até então ignorava as aplicações comerciais da Internet, vem galgando posições em busca de seu lugar na rede. Apesar de ser uma concorrente tardia, mas longe de ser desprezível, a fabricante do Windows aderiu à tendência mundial de convergência de todas as aplicações em desktop para um estado de maior comunicação com a rede.

Uma das estratégias utilizadas foi a adoção do HTML e do protocolo de transferência de hipertexto como principal forma de documentação on-line. O HTML Help permite uma comunicação com a Internet em nível de um browser WWW.

Segundo os principais defensores do HTML compilado, o sistema de help baseado na tecnologia RTF pode ser considerada uma tecnologia morta. No entanto, o HTML Help proverá aos atuais usuários desta tecnologia o suporte necessário para fazer a conversão entre as duas tecnologias.

Apesar da última afirmação cabal, proferida por fundamentalistas, ainda existe uma boa perspectiva de sobrevida para o RTF Help. Pois para que ocorra uma total atualização de todos os softwares clientes do Winhelp, far-se-á necessário um bom período de tempo. Até então, a convivência das duas tecnologias deve ser encarada como um acontecimento corriqueiro inerente a épocas de transição.

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